O Brasil viu nos anos recentes o desmatamento da Amazônia Legal cair após bater no pico em 2004 e, não por coincidência, também tiveram redução no período o número de queimadas. Paralelamente, cresceram as áreas de preservação ambiental, sobretudo as de manejo sustentável.

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O retrato surge da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados mostram que o número de unidades de conservação passou de 157 para 750 entre 1992 e 2011 -no ano passado, elas chegaram a uma área de 750 mil km2, ao todo.

Após o pico de 2004 (27 mil km2), o desflorestamento da Amazônia, por seu turno, caiu progressivamente até ficar em 6.000 km2 no ano passado.

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Para Denise Kromenberger, técnica do IBGE, esses indicadores têm de ser olhados de modo conjugado e um é reflexo direto do outro, além da política do governo de maior fiscalização e controle de crimes ambientais.

Pelos dados do IBGE, o bioma mais desmatado é o da Mata Atlântica (88% da cobertura original). Os mais preservados são Amazônia (20%) e Pantanal (15%).

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Segundo o IBGE, o uso do solo com fins econômicos também avançou pouco, apesar do grande ganho de produtividade das lavouras e da pecuária nos últimos anos.

O percentual de terras destinadas à utilização agropastoril subiu de 23% para 27% entre 1970 e 2006.

Ranking regional

Apesar da ressalva de usarem metodologias diferentes em cada uma das áreas, o IBGE divulgou o ranking das regiões metropolitanas que concentram o maior volume de monóxido de carbono.

No topo, figurou a de Belo Horizonte, seguida por Rio de Janeiro e São Paulo. A seguir, vieram Salvador, Vitória, Curitiba e Porto Alegre, nessa ordem.

“Não é possível fazer uma comparação direta entre as regiões. É apenas um indicativo”, diz Denise Kromenberger, técnica do IBGE.

De acordo com ela, a emissões de gases poluentes caíram em todas as regiões desde 1994, mas ainda estão acima dos limites estabelecidos pelo Ibama.

Para o IBGE, os rios mais poluídos das principais regiões são o Tietê, na Grande São Paulo, e o Iguaçu, que corta a região metropolitana de Curitiba.

O IBGE computou em sua pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” a qualidade de algumas praias próximas a grandes centros urbanos.

Na média de 2010, Enseada (Guarujá) e Toninhas (Ubatuba) estavam próprias para o banho, mas Gonzaga (Santos) foi tida como imprópria.

No Rio, Copacabana estava própria, mas o Flamengo não passou na avaliação. Já em Salvador, Porto da Barra tinha qualidade satisfatória.