A análise da poluição do ar mostra um crescimento da concentração de ozônio (O3) em áreas urbanas. Nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, o nível é de 300 microgramas por metro cúbico, 279 microgramas por metro cúbico e 233 microgramas por metro cúbico, respectivamente. O padrão estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 160 microgramas por metro cúbico. Os dados constam da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, referente ao ano de 2010, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Já a concentração de poeira, que caiu em São Paulo na década, é alta no Distrito Federal, provavelmente em virtude das queimadas no entorno da capital Brasília. Para a maior parte das regiões metropolitanas, a maioria dos poluentes apresenta tendência estacionária ou de queda das concentrações.

O levantamento mostrou ainda que, após vários anos de queda, com valor mínimo em 2006, houve aumento no consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio no País em 2007 e 2008. O IBGE afirma que, apesar de o Brasil ter superado metas internacionais de consumo de compostos com maior potencial de dano (como o clorofluorcarbono, ou CFC), houve aumento do consumo de compostos menos danosos nos últimos anos.

A partir de 2006, os HCFCs, ou hidroclorofluorcarbonos, que são gases usados como fluidos refrigerantes em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, tornaram-se as principais substâncias destruidoras da camada de ozônio em uso no Brasil. No total, o consumo de todas essas substâncias registrou pequeno aumento, de 1,43 mil toneladas em 2006 para 2,09 mil toneladas em 2008.

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Em contrapartida, houve desaceleração no crescimento da emissão de gases de efeito estufa no País. Enquanto no período de 1990 a 1994 o aumento tinha sido de 8,8% (de 1,35 bilhão para 1,48 bilhão de toneladas de CO2), de 2000 a 2005 o incremento foi de 7,3%, de 2,05 bilhões de toneladas para 2,20 bilhões de toneladas.