No mercado de trabalho, o ano de 2006 registrou "redução suave" da concentração de rendimentos no Brasil. O índice de Gini (padrão internacional para medir a desigualdade dos países) caiu de 0,547 em 2004 para 0,543 em 2005, e para 0,540 em 2006. As informações constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Prosseguimos num cenário de muita concentração do rendimento e com diferenças regionais ainda marcantes", disse a coordenadora de emprego e rendimento do IBGE, Márcia Quintslr.

Em 2006 os 10% da população ocupada com renda mais baixa detiveram 1,0% do total dos rendimentos do trabalho, enquanto os 10% com os maiores rendimentos corresponderam a 44,4% do total das remunerações, situação muito parecida com a observada nos anos anteriores. Em 2004, essas parcelas do total foram 1,0% e 44,6% e, em 2005, de 1,1% e 44,7%, respectivamente.

O menor rendimento médio real mensal de trabalho em 2006 foi registrado no Nordeste, com R$ 565 (ainda que essa região tenha registrado forte aumento, de 12,1%, ante o ano anterior) e o maior no Sudeste, de R$ 1.027.