Houve redução do trabalho infantil no País em 2006, segundo mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). O nível de ocupação (porcentual de ocupados para o total da população nessa faixa etária) das crianças de 5 a 17 anos de idade foi estimado em 11,5% em 2006, apresentando queda em relação a 2005 (12,2%). Apesar da queda no nível de ocupação, a Pnad mostra que, em 2006, ainda havia 5,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade trabalhando no Brasil, representando 5,7% da população ocupada total com 5 anos ou mais de idade.

Esses trabalhadores de 5 a 17 anos tinham, segundo a Pnad, origem em domicílios cujo rendimento médio per capita estava em torno de R$ 280. Em média, essas crianças estavam sujeitas a uma carga horária semanal de 20 horas de trabalho e mais da metade delas (59,1%) residiam em áreas urbanas, enquanto 41,4% estavam em atividades agrícolas. Além disso, 94,5% eram alfabetizados e 36,1% eram não remunerados.

A Pnad revelou também a evolução temporal do trabalho infantil mostrando que, em 11 anos, a proporção de crianças e adolescentes que estavam trabalhando, em relação à população dessa faixa etária (nível de ocupação) "caiu consideravelmente", passando de 18,7% em 1995 para 11,1% em 2006. Neste caso, o nível é considerado de 11,1% (e não 11,5%, o nível de ocupação oficial dessa faixa etária em 2006) porque o indicador foi "harmonizado" para comparação com 1995, já que naquele ano a Pnad não incluía a zona rural da região Norte do País e esta foi retirada do cálculo de 2006, para o efeito de comparação.