O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que desde ontem não acompanha mais as investigações sobre a morte do prefeito de Santo André Celso Daniel como advogado, disse que deixou o caso porque, para ele, o fato já está esclarecido. Ele revelou que prometeu a Celso Daniel, já morto, que faria todos os esforços para esclarecer sua morte.

Ao revelar a promessa, Greenhalgh demonstrou emoção. ?O meu compromisso nesse caso não foi com o PT nem com ninguém. Foi com o Celso Daniel, com o qual fiquei 45 minutos sozinho em uma sala aguardando o legista para fazer a autópsia. Disse a ele que envidaria os melhores esforços para esclarecer o caso, e envidei. Para mim, o caso está encerrado.?

Greenhalgh questionou o fato de o Ministério Público ter reaberto as investigações. ?No momento em que o Ministério Público reabre as investigações, no momento em que essa reabertura estabelece novas hipóteses, eu, tendo confiado em meu próprio trabalho e na minha honradez pessoal e profissional, me sinto impossibilitado de trabalhar em um caso que para mim está encerrado. A investigação está reaberta, mas não contará com a minha participação. Não houve mandante. Não é crime político. É um crime comum. Estou convicto disso?, disse.

A tarefa de acompanhar o caso Celso Daniel passa a ser executada pelo ex-procurador-geral da República durante o governo Collor, Aristides Junqueira. Ele já vinha atuando como colaborador de Greenhalgh durante o inquérito policial.
O presidente nacional do PT, José Genoino, disse que a primeira orientação do partido ao novo advogado é pedir a quebra do sigilo das investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual.

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