Das cerca de 40 mil árvores que ornamentam a Marginal do Tietê, 4 mil foram mortas, danificadas ou roubadas. Uma em cada dez árvores terá de ser replantada – o serviço será feito neste ano. As informações são do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), órgão responsável pelo projeto paisagístico da via, inaugurado em 2007. Também serão repostos 15 mil arbustos ao longo do rio.

O replantio será feito por uma empresa terceirizada que deverá ser contratada em fevereiro para fazer a manutenção da área verde. A licitação, por meio de pregão eletrônico, foi lançada em 27 de dezembro. O contrato anterior durou cinco anos e terminou no mês passado. Em média, 3 mil árvores e 6 mil arbustos foram substituídos por ano – menos do que o previsto para 2013.

A localização das plantas, entre as pistas expressas e o leito do rio, é uma das explicações para o grande número de mortes, segundo o chefe de gabinete do Daee, Giuliano Savioli Deliberador. “A situação ali não é naturalmente favorável para as árvores. A camada de terra é pouco espessa e muito rasa. As plantas não podem ter raízes muito profundas para buscar alimento no subsolo. Ali embaixo, o que mais tem é concreto.”

O solo também impede que árvores de grande porte sejam plantadas em alguns pontos da via. Os exemplares escolhidos pelo Daee, quando o projeto paisagístico foi desenhado, não passavam de 5 metros de altura. Plantas mais altas e mais antigas podem ser vistas nas laterais das pistas locais e nos acessos às pontes, onde há mais espaço.

Outro problema, de acordo com Deliberador, é que as plantas precisam ser regadas manualmente com frequência. “Elas vivem um estresse hídrico. Ali venta muito, o que desidrata as árvores. É muito difícil equilibrar isso. A manutenção tem de ser feita cuidadosamente e o tempo todo.”

Para o chefe de gabinete do Daee, o projeto paisagístico da Marginal do Tietê foi feito com a intenção de integrar o rio à cidade. A avenida tem cerca de 350 mil metros quadrados de área verde, entre a Penha e o Cebolão. Foram plantadas aroeiras, quaresmeiras, paus-brasil, palmeiras, jatobás, ipês, cerejeiras e chorões, além de 70 espécies diferentes de arbustos.

Além da reposição das plantas danificadas, o contrato de manutenção do jardim prevê a poda de 24 mil árvores e arbustos, corte de grama, adubação, controle de pragas e espécies invasoras, além da limpeza das vias de acesso e do sistema de drenagem.

Nos últimos cinco anos, a poda e a reposição das árvores eram feitas por 140 funcionários. Por ano, foram retirados cerca de 5 mil toneladas de detritos – de lixo descartados por motoristas a entulho de construção. O material retirado é enviado para aterros sanitários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo