O governo decidiu correr o risco e vai votar ainda nesta quarta-feira a emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, mesmo sem ter a garantia dos 49 votos para aprová-la, informaram fontes. As negociações ainda continuam e estão sendo conduzidas pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele avalia com a oposição a possibilidade de encaminhar a votação de forma que sejam analisados separadamente cada um dos três dispositivos da emenda.
O primeiro é referente à prorrogação da Desvinculação de Recursos da União (DRU). O segundo trata da CPMF e o terceiro ponto define como 2011 o prazo de vigência da CPMF e da DRU. A estratégia que o governo tenta viabilizar é primeiro votar a prorrogação da DRU e depois a do chamado imposto do cheque. Ao encaminhar a votação, o líder do governo deverá expor a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da prorrogação da CPMF e da DRU.