Brasília – Para melhorar a qualificação dos trabalhadores brasileiros e evitar a dependência de programas sociais, o Ministério do Desenvolvimento Social prevê para o ano que vem a criação de uma secretaria específica.

O anúncio foi feito pela secretária-executiva adjunta do ministério, Arlete Sampaio, que participou nesta segunda-feira (3) da abertura do seminário ?Habilidades para uma Vida Produtiva?, realizado pelo Banco Mundial, em Brasília.

?Nós sabemos que um dos principais problemas para ampliar a oferta de trabalho é a falta de qualificação da mão-de-obra. Neste momento, estamos criando dentro do nosso ministério uma secretaria com o objetivo de gerar oportunidades para inclusão de todas as pessoas que possam, a partir de um pequeno auxílio do governo, alcançar sustentabilidade?, anunciou.

Sampaio ressaltou a importância da realização de debates para troca de informações sobre as medidas adotadas por países latino-americanos e citou o ProJovem, programa governamental para elevar a escolaridade e a qualificação da juventude, como exemplo brasileiro de ação para capacitar profissionais.

?Temos boas experiências do México, da Argentina e do Chile. Vamos trocar informações com esses países. Vamos aprender e da mesma forma passar as nossas experiências. Este é um momento rico para tirar ensinamento de como agir. O jovem brasileiro tem hoje uma oportunidade ímpar de usar o ProJovem para conseguir melhorar a sua escolaridade e se inserir no mercado de trabalho?.

Segundo informações de estudo publicado, em junho, pelo Banco Mundial, os jovens do país estão em desvantagem em relação aos demais no continente. A taxa de analfabetismo entre os brasileiros de 15 a 24 anos é de 5,3% para homens e 3,1% para mulheres. Média três vezes maior do que a de países como Argentina, Chile e Uruguai. Nesta faixa etária, quase 20% das pessoas estão desempregadas no Brasil, o que corresponde a quase metade do índice nacional.