O Ministério da Fazenda apresentou nesta quarta-feira (31) ao PSDB uma proposta de redução da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para pessoas físicas e de desoneração da folha de pagamento para as empresas. Segundo o senador Arthur Virgílio (AM), ao invés de haver uma diminuição da alíquota da CPMF, o governo vai estudar a isenção para quem ganha até R$ 1.640,00 e um abatimento no Imposto de Renda para quem recebe acima deste valor. No entanto, disse, o governo não explicou de que forma vai operacionalizar estas isenções.

Segundo o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), outra proposta apresentada foi a redução da folha de salário das empresas de uma parcela da contribuição ao Sistema S – impostos repassados ao Serviço Social da Indústria (Sesi), ao Serviço Social do Comércio (Sesc), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O senador considerou as propostas "honestas e corretas" e avaliou que elas são o caminho para um acordo.

Ele disse ainda que está sendo discutido com o governo a redução da carga tributária e um controle dos gastos públicos. Ao ser questionado se o PSDB votaria com o governo para prorrogar o tributo, Jereissati respondeu que "depende dos números que o governo irá apresentar, da nossa bancada e da Executiva do partido".

Arthur Virgílio disse que o governo irá apresentar os números na próxima terça-feira e, à noite, no mesmo dia, o PSDB levará a proposta à Executiva do partido. Ele disse que o PSDB continua insistindo com a proposta de prorrogar a CPMF apenas por mais um ano para que, neste período, seja votada a reforma tributária. Mas, segundo ele, o governo não concorda com a proposta. "Temos o interesse de fazer a reforma tributária. O Brasil não tem como manter o seu padrão exportador e acabar com a guerra fiscal sem a reforma tributária", defendeu Virgílio.