O governo e o PMDB fecharam um acordo tático para encerrar, até o final deste mês, o processo disciplinar que ameaça o mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Planalto quer apressar o desfecho do caso Renan para facilitar a aprovação da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Os líderes governistas e de partidos da base avaliam que só haverá condições de reunir o mínimo de 49 votos para aprovar o projeto se os aliados conseguirem, antes, pacificar o ambiente político.
"O governo vai ter que arrumar o Senado, se quiser aprovar a CPMF. Da forma que o governo quer (sem partilhar os recursos da CPMF com Estados e Municípios), a oposição não aceita", diz o senador Sérgio Guerra (PE). O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), afirma que já há um entendimento no Conselho de Ética para votar logo o processo contra Renan, independentemente do resultado da perícia. "A demora é ruim para o País, para o Congresso, para o governo, que já começou a ter dificuldade em votações.


