Como parte do pacote de ações da prefeitura do Rio no Dia Mundial da Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), o prefeito Eduardo Paes, através da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (Ceds), assinou hoje um decreto para incentivar a notificação dos crimes de homofobia em todas as unidades de saúde pública da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, além da rede de saúde particular. As informações são da Agência Brasil.

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Segundo o coordenador especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson, esse é um crime que atenta contra o princípio de dignidade do ser humano. A partir de agora, a expectativa é que exista um maior controle sobre as entradas em hospitais do município do Rio de Janeiro por agressões relacionadas à orientação sexual.

“A partir dessas notificações, nós iremos desenvolver políticas públicas. É fato que existe preconceito no atendimento, ele é real. No momento em que esses atendimentos forem notificados, nós vamos oferecer ao cidadão assistência psicológica, jurídica e até encaminhar para a chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha, caso ele queira registrar a agressão. O decreto é compulsório no caso da notificação do servidor municipal ou de quem fizer a triagem. Se o profissional de saúde for informado do fato, ele se torna obrigado a preencher o formulário”, disse Tufvesson.

O coordenador ressaltou que é a presença do estado é muito importante nestes casos. “Quando a pessoa é agredida por um crime de ódio, esta é forma de extermínio. É a mesma coisa que o Hitler fez. Ela se sente abaixo da sua cidadania, se sente fragilizada e despedaçado emocionalmente. O cidadão precisa entender que os direitos civis que não estão resguardados por força da sua orientação sexual, serão respeitados no Rio de Janeiro”.

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Dentre as ações realizadas pela prefeitura do Rio, houve a assinatura da resolução que garante a continuidade do projeto Damas, que capacita profissionalmente e auxilia na inserção do mercado de trabalho travestis e transexuais. Segundo Tufvesson, o projeto Damas é um patrimônio da capital fluminense.

“A prostituição no Brasil não é crime, mas nós não podemos admitir que a única maneira de sustento dessas pessoas seja a prostituição. A realidade dos travestis e transexuais nesse país é que eles não tem condições de acesso ao mercado de trabalho. A prefeitura do Rio oferece um curso para capacitá-los, realizando convênios com empresas para contratá-los”.

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Até o dia 30 de junho, serão distribuídos panfletos informativos em locais de frequência LGBT, como bares e casas noturnas localizadas na zonas sul, norte, oeste e no centro do Rio de Janeiro. O objetivo da campanha é reforçar a importância da denúncia nos casos de violação dos direitos civis.