Em reunião na manhã desta segunda-feira (23), no Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo de coordenação política, a conclusão foi de que as medidas para a redução do tráfego aéreo no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tiveram um forte impacto. Por outro lado, reconheceu que errou, assim como os governos anteriores, ao centralizar vôos e conexões em Congonhas.

O grupo, integrado pelos ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e da Justiça, Tarso Genro, além do vice-presidente, José Alencar, concluiu também que embora sejam medidas em nome da segurança dos vôos elas poderão trazer transtornos aos usuários, que terão que se deslocar para outros aeroportos, e tarifas mais caras.

No encontro de avaliação, presidente decidiu que as reuniões do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) serão mais regulares e a próxima já deverá ocorrer ainda nesta semana, para mais uma avaliação do sistema aéreo. Ficou decidido também que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deverá participar dessas reuniões, já que é ele quem cuida da liberação de recursos para obras emergenciais.