Rio – O ministro da Educação, Tarso Genro, considerou as declarações do presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto, contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, uma “posição equívoca de um partido aliado”. Segundo o ministro, o governo tem que saber trabalhar politicamente essa ansiedade. “É uma sinalização dentro da base aliada que não é positiva.”

Embora reconheça que o PL é um partido que ajudou o presidente Lula a ganhar a eleição e por isso tem responsabilidade de governo, o ministro acredita que tudo será negociado politicamente. “Essa posição dura vai refluir”, acredita.

Tarso Genro disse que as declarações são fortes, mas o governo não pode responder no mesmo padrão. “Um líder político, isoladamente, dizer uma frase deste tipo, é até tolerável dentro do processo democrático e é um aceno duro para o diálogo. Agora, o governo não pode responder no mesmo padrão, porque temos responsabilidade com a governabilidade e com um projeto de país definido nas eleições. Temos que agir com sensatez e diálogo.”

O ministro afirmou que o fato das declarações terem sido às vésperas de decisão do Copom, significa uma tensão política normal, porque toda a sociedade quer que os juros diminuam. Disse, no entanto, que isso tem que ser feito de maneira responsável e adequada para não causar instabilidade nas relações globais.

“O trabalho ponderado que vem sendo feito pelo Copom tem que ser compreendido, na verdade, como um esforço de estabilidade”, disse.