Depois de uma rápida reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que foi acertado um esforço para aprovação do Orçamento da União o mais rápido possível. "Se não aprovar urgente, o governo vai mandar uma enxurrada de MPs (medidas provisórias), porque as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) precisam continuar. Já estamos fora dos prazos", disse o senador, referindo-se às MPs que são assinadas pelo governo para abertura de crédito para obras já previstas, em caso de atraso na aprovação do Orçamento.

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Garibaldi afirmou que, "como medida extrema", os presidentes das duas Casas poderão "avocar o Orçamento para trazê-lo para o plenário", retirando da Comissão Mista de Orçamento, onde está em discussão, mesmo se não tiver sido aprovado. Chinaglia reiterou a preocupação em votar o Orçamento em março. "Vamos agilizar a votação na comissão mista. O espaço de mediação não é infinito", disse o deputado. A comissão tem prazo até o dia 25 de março para aprovar o relatório do Orçamento.

Durante a reunião, Chinaglia e Garibaldi acertaram começar amanhã a votação de vetos do presidente da República feitos a projetos aprovados no Congresso. Também reiteraram a intenção de dar agilidade à votação da emenda constitucional que altera o rito das medidas provisórias, para evitar que tranquem a pauta do plenário. Além disso, os parlamentares querem que sejam respeitados os critérios de urgência e relevância na edição das MPs pelo governo.

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