Gandra argumenta que o sistema tributário brasileiro está sendo desvirtuado com a mudanças de princípios em relação às contribuições como o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), Contribuição de Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a instituída mais recentemente sobre a iluminação pública. “Se passar para a lei complementar, pode ser desfigurada a própria federação”, avaliou. “Estou convencido que o governo ainda não sabe o que é uma reforma real do sistema”, disse o professor aos deputados.
Em sua exposição inicial aos parlamentares, o advogado previu que as mudanças deverão aumentar a carga tributária no Brasil. “Todas as reformas feitas nos últimos 45 anos asseguraram aumento de receita porque o governo sempre adota uma alíquota maior para garantir uma margem de segurança na arrecadação”. “Já este ano a carga tributária deverá ser maior do que 37%”, previu, referindo-se às mudanças feitas na tributação no ano passado.