A segunda fase do vestibular da Fuvest começou ontem com o maior índice de faltas dos últimos 11 anos. A primeira prova foi de língua portuguesa e redação. A taxa recorde de abstenção foi de 7,88%, o que significa que 3.007 dos 38.151 convocados não compareceram. O número é um pouco superior ao do ano passado, que foi de 7,1%.

Na época, a Fuvest afirmou que estudava trocar os dias de prova – em 2010, a segunda fase começou no dia 3 de janeiro, data muito próxima do fim do ano. A mudança foi feita e, apesar de a segunda etapa ter começado uma semana mais tarde neste ano, o índice subiu novamente. A Fuvest afirma que vai analisar o caso para verificar se o problema é próprio da fundação ou se existe a mesma tendência nas outras universidades estaduais paulistas.

Neste ano, a Fuvest oferece 10.752 vagas -10.652 delas na Universidade de São Paulo (USP) e 100 na Santa Casa. A segunda fase vai até amanhã. Hoje, o exame tem 20 questões de história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês.

A prova de ontem, que tinha dez questões de interpretação de textos, gramática e literatura e uma redação, foi bastante elogiada pelos professores de cursinhos ouvidos pela reportagem. “A prova foi bem feita e de nível médio. Esperávamos uma questão específica sobre Vidas Secas, mas não teve”, disse a professora Cristiane Bastos, do cursinho da Poli. Quanto à parte de gramática, Cristiane comentou que todas as questões estavam aliadas à interpretação de texto.

O tema da redação, “O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm espaço no mundo contemporâneo?”, veio acompanhado de quatro textos. “Conseguiram falar em um tema filosófico com uma abordagem contemporânea”, disse Cristiane, que considerou a proposta bem contextualizada.