A empresa Furnas Centrais Elétricas divulgou nota nesta manhã informando que suas linhas de transmissão que ligam a Usina de Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN) estão operando normalmente. Também em nota, a empresa afirma que não foi identificado qualquer dano nos circuitos e torres de transmissão.

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A nota de Furnas diz que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está apurando as causas do blecaute. Segundo a assessoria da ONS, uma nota deverá ser divulgada ainda nesta manhã sobre o blecaute.

Na noite passada, uma pane paralisou a Usina Hidrelétrica de Itaipu, causando um apagão de quase três horas em 10 Estados brasileiros e também no Paraguai. O Rio de Janeiro foi o mais castigado, segundo Furnas.

Imprevisibilidade

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“Apagão decorrente de uma pane na transmissão de energia é como um acidente de avião, imprevisto e imprevisível”, afirmou o diretor executivo da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia (Abrate), César de Barros Pinto.

De acordo com ele, o sistema de transmissão que liga a usina de Itaipu à região Sudeste opera com cinco linhas, mas pode trabalhar com quatro sem perdas ao fornecimento, caso haja defeito em uma delas. “Isso dá certa confiabilidade ao sistema”, disse.

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Ele acrescentou que cada linha opera em uma torre distinta, o que também amplia a segurança do sistema. “Poderiam estar na mesma torre, mas não estão.”

O apagão ocorrido ontem é similar ao de 1999, quando vendavais entre o Paraná e o interior de São Paulo também derrubaram torres de transmissão do mesmo sistema. Para Barros Pinto, no entanto, o sistema permanece estável “nem mais, nem menos confiável que há 5 anos”.

De acordo com o executivo, as condições climáticas adversas são frequentes, especialmente no Paraná, e Furnas já teve de realizar investimentos para reforçar as torres de transmissão, que com certa frequência são arrancadas por tempestades e vendavais. “Não é comum cair torre, mas de vez em quando acontece, e se a avaliação é de que os ventos estão acima do que os estimados no projeto, as torres devem ser reforçadas”.