Furnas investe cerca de R$ 1 bilhão ao ano

Dona de um patrimônio líquido (ativo total, deduzidas as dívidas) de R$ 12 bilhões, de acordo com o balanço de setembro, a empresa Furnas Centrais Elétricas tem investido, historicamente, em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Apesar de ser uma das cinco subsidiárias do grupo Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), a estatal mantém, ao longo dos últimos anos, um processo autônomo de decisão. A holding Eletrobrás assumiu um controle quase teórico, sem questionamentos às decisões tomadas pelo Conselho de Administração da controlada.

Criada em 1957, cinco anos antes da fundação da Eletrobrás, Furnas administra as linhas de transmissão de energia elétrica da região Sudeste, nove usinas hidrelétricas e duas térmicas, sendo responsável pela segunda maior parcela de geração de energia do País, atrás apenas da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional. A estatal foi um dos principais ativos do programa de privatização do governo na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas entraves técnicos e políticos impediram a venda à iniciativa privada. Um deles foi o rombo de R$ 1,2 bilhão descoberto no fundo de pensão da empresa, a Fundação Real Grandeza, em 1999, durante auditoria preparatória para a privatização.

O ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Toledo, que ganhou notoriedade depois de ser acusado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) de comandar um esquema de corrupção na empresa, atribui às economias que diz ter acumulado nos cerca de 30 anos que trabalhou na estatal os bens que possui. Em depoimento ao Ministério Público (MP) em julho, pouco antes de ser exonerado do cargo, ele declarou ter um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio; uma casa de 150 metros quadrados em Lorena, no Vale do Paraíba (SP); três casas, um apartamento e um terreno em Resende (RJ); 15 alqueires na Bocaina (MG), e três carros (uma cominhonete Pathfinder, um Ômega e um Peugeot). Também revelou ter transferido imóveis para dois filhos. Toledo ocupou cargos de diretoria durante duas gestões públicas federais e, interinamente, a presidência de Furnas na administração Fernando Henrique, logo depois da saída de Luiz Carlos Santos (PFL).

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