Furacão 3 é continuidade das outras duas, diz procurador

O procurador da República Orlando Monteiro afirmou que a Operação Furacão 3, desencadeada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal com a prisão de policiais federais envolvidos com corrupção, refere-se na verdade aos fatos que desencadearam as operações Furacão 1 e 2, nas quais foram presos e denunciados policiais civis, juízes, e advogados, acusados de envolvimento com máfias de bingos.

Ele explicou que as investigações foram iniciadas depois que um advogado denunciou o delegado federal Osvaldo da Cruz Ferreira, da Delegacia Fazendária da PF do Rio, por suposta tentativa de extorsão, para arquivar um inquérito, mediante pagamento de R$ 30 mil. A partir dessa denúncia, foi iniciado monitoramento telefônico de vários "alvos" na PF. Um deles era o escrivão Carlos Alberto Araújo Lima, cujo monitoramento levou à Jaime Dias e Evandro da Fonseca, que seriam representantes da Máfia dos Bingos, junto da PF.

O procurador esclareceu que o delegado Osvaldo não tinha ligações diretas com a Máfia dos Bingos, e atuava fazendo extorsões para arquivar inquéritos ou produzir relatórios tendenciosos. "O Osvaldo tinha um sistema de achaque. Chamava os investigados e literalmente tocava terror. Muitas vezes exigia dinheiro para arquivar inquérito. Outras vezes, pedia dinheiro de forma subliminar", afirmou o procurador. Foram denunciados pela Operação Furacão 3 15 pessoas, dos quais nove tiveram prisão decretada.

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