Funcionários do sistema Eletrobrás iniciaram na meia-noite de hoje uma paralisação nacional de 24 horas para reivindicar reajuste maior dos salários. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia-RJ), a greve foi acolhida por todas as empresas do grupo, mas os serviços essenciais estão sendo mantidos.

A greve foi uma resposta da categoria à oferta de um reajuste de 4,4% feito pela Eletrobrás o que, de acordo com o sindicato, não cobriria as perdas com a inflação no período. Uma nova reunião entre o governo e os empregados deve acontecer na quinta-feira da semana que vem (dia 18).

O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Carlos Reis, declarou que o reajuste proposto pela estatal é bem inferior aos das outras empresas do setor que também já iniciaram a campanha salarial deste ano. “Não podemos admitir que trabalhadores da mesma categoria tenham aumentos tão diferentes, quase metade do porcentual que estamos negociando com as outras empresas.”

Caso não haja avanços na proposta de reajuste, podem ocorrer novas paralisações, de 48 horas, nos próximos dias 22 e 23 de junho e de 72 horas, a partir de 6 de julho. “Faremos quantas manifestações e paralisações forem necessárias para garantir um aumento adequado às necessidades dos trabalhadores”, afirmou Carlos Reis.