A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) determinou que os serviços de saúde do país reforcem algumas ações de vigilância epidemiológica para evitar a reintrodução do vírus da pólio no Brasil.

Entre as medidas de reforço está a investigação e notificação de todos os casos de paralisias flácidas agudas em menores de 15 anos para ter certeza de que não é poliomielite. Além disso, será feito um trabalho de sensibilização e avaliação dos profissionais de saúde (pediatras e neurologistas). A Funasa (responsável pela normatização, supervisão e coordenação das ações de vigilância epidemiológica) propôs a elaboração e distribuição de material educativo para os profissionais de saúde e a capacitação de recursos humanos, que poderão ser úteis nas ações de vigilância.

As paralisias flácidas agudas são doenças que atingem o sistema neurológico, comprometendo algum movimento do corpo humano. São causadas por vírus e sua forma mais grave é a poliomielite, uma paralisia flácida aguda provocada por um vírus selvagem. Apesar do Brasil não registrar nenhum caso de poliomielite há 11 anos, a vigilância epidemiológica é necessária, pois o pólio vírus selvagem circula em alguns países da África e da Ásia.

A vacina oral contra a poliomielite (OPV) começou a ser utilizada no país em 1971. O último caso da doença registrado no país foi em 1989 na cidade de Souza, Paraíba. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Panamericana de Saúde (Opas) o certificado de interrupção da transmissão autóctone do pólio vírus. (AG)

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