Fraude do leite não pode virar alarde geral, acredita delegado

As fraudes detectadas no leite longa vida integral (UHT), em duas cooperativas mineiras, podem não ser as únicas. Mas a Polícia Federal (PF) não quer transformar isso numa preocupação geral no País. "A PF não sabe de outras fraudes, mas não podemos fazer um alarde geral", disse o delegado responsável pela Operação Ouro Branco, Ricardo Ruiz da Silva, que nesta quarta-feira (24) participou de uma reunião com promotor de Uberaba, um procurador federal e seis deputados estaduais de Minas Gerais.

Serão coletadas pelo menos 50 amostras de leite de várias empresas em todo o País. Existem denúncias de outras irregularidades, mas Silva disse que é cedo para fazer qualquer afirmação. Seis deputados mineiros ainda estudam a criação de uma CPI sobre o caso. Na segunda-feira, a operação prendeu 27 pessoas, sendo 19 em Uberaba – 13 já foram liberados – e oito no município de Passos.

Enquanto aguarda o "mapeamento nacional" sobre o assunto do leite, a PF continuará as investigações e ouvirá os depoimentos de seis pessoas que continuam presas, entre elas o presidente da Cooperativa Regional dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande Ltda. (Copervale), de Uberaba, Luís Gualberto Ribeiro Ferreira, que confessou o crime. Com a prisão de Ferreira, a Justiça indicou Geraldo Cardoso Sobrinho como interventor da cooperativa.

Químicos

O químico de Batatais, no interior paulista, Pedro Renato Borges responsável pela fórmula fraudulenta na Copervale, também está preso. Segundo a PF, ele não confessou o crime. Borges seria o responsável apenas pela irregularidade na Copervale, enquanto outro químico, um goiano, pela fraude na Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), de Passos.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.