Pelo menos um jornalista foi preso durante os protestos da noite desta terça-feira, 15, na Cinelândia, região central do Rio. De acordo com o editor do jornal on-line independente Zona de Conflito, Marco de Sordi, o repórter-fotográfico Ruy Barros foi preso no entorno da Praça Floriano, coração da Cinelândia, e encaminhado para a 37ª Delegacia de Polícia (DP), na Ilha do Governador.

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De acordo com Sordi, Barros fazia a cobertura fotográfica do confronto entre black blocs e policiais para uma reportagem a ser exibida na Holanda. O repórter-fotográfico, preso em flagrante, foi autuado por incêndio criminoso, roubo, depredação do patrimônio público e formação de quadrilha ou bando. O editor do jornal on-line independete reclama que o trabalho dos advogados da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ), do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (IDDH) e do Zona de Conflito foi dificultado. “Mesmo os familiares conversaram com Ruy só rapidamente. Só puderam entregar uma garrafa d’água e um pacote de biscoitos, já que ele ficou muito tempo sem comer”, afirmou Sordi.

A partir de agora, segundo ele, o temor é que Barros – que teria sido levado para um presídio em São Gonçalo, no Grande Rio – fique preso por vários dias. “Como ele foi autuado em flagrante, é preciso que ele entre no sistema (prisional) primeiro, para só depois os advogados poderem entrar com pedido de relaxamento da prisão. Acho que isso pode levar uma semana”, afirma.

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De acordo com o editor do jornal on-line, a posição da publicação incomoda a polícia do Estado. Esta foi a segunda vez, em pouco mais de um mês, que um jornalista da publicação on-line é detido pela Polícia Militar ()M) durante protestos. “Isso não faz sentido. Ruy é primário, tem profissão, trabalho e emprego fixo”, lamenta.