Filho de Jango diz que ex-presidente foi assassinado

O presidente do Instituto João Goulart, João Vicente Goulart, disse que o uruguaio Mario Barreiro Neira, preso no Rio Grande do Sul, assumiu ter participado da morte de seu pai e ex-presidente brasileiro em 1976, na Argentina, desfazendo a versão oficial de que o óbito ocorreu por ataque cardíaco. Nesta segunda-feira (14), em entrevista à Rádio Gaúcha, João Vicente revelou ter ouvido a confissão de Neira num encontro realizado no presídio da cidade de Charqueadas há pouco mais de um ano.

Segundo João Vicente, o uruguaio contou que a operação foi autorizada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury e mais dois agentes da repressão brasileira numa viagem a Montevidéu. Ele disse que Jango foi morto por envenenamento.

A família do ex-presidente encaminhou as informações à Procuradoria Geral da República e pediu nova investigação sobre o caso. Neira está preso no Brasil por acusações de roubo. Segundo o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, informações dão conta de que Neira foi funcionário da área de manutenção da polícia uruguaia, mas não tem notícias de que ele participou de atividades de repressão.

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