O vírus Oropouche (OROV), identificado no Brasil em 1960 durante a construção da rodovia Belém-Brasília, voltou ao centro das atenções sanitárias devido ao seu alto potencial epidêmico. Já são mais de 5,5 milhões de pessoas infectadas

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Segundo o Dr. Drauzio Varella, a doença é causada por um arbovírus — similar aos da dengue e chicungunha — e foi isolada originalmente no sangue de um bicho-preguiça. O médico alerta que, embora os casos históricos se concentrem na Amazônia, o comportamento do vetor exige vigilância rigorosa.

Maruim e a diferença para o Aedes aegypti

O principal transmissor da febre Oropouche é o Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, mas o popular pernilongo (muriçoca) também pode transmitir o vírus.

Drauzio Varella destaca uma diferença crucial no ciclo de vida desses insetos: “Diferentemente do Aedes aegypti, que precisa de água para a reprodução, esses mosquitos se reproduzem em locais com matéria orgânica“.

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No ciclo urbano, os humanos são os hospedeiros principais, enquanto no ciclo silvestre o vírus circula entre macacos, aves, roedores e o próprio bicho-preguiça.

Sintomas e alerta de saúde pública

Os sintomas da febre Oropouche são facilmente confundidos com outras arboviroses, incluindo dor de cabeça intensa, dores musculares, nas articulações, náusea e diarreia.

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A doença integra a lista de notificação compulsória imediata, classificação dada pela sua alta capacidade de mutação e risco de se tornar uma ameaça de saúde pública.

“Não existe tratamento específico”, afirma o médico. O protocolo exige que os pacientes permaneçam em repouso, com acompanhamento médico e tratamento focado exclusivamente no alívio dos sintomas.

Principais sintomas da Febre Oropouche

  • dor de cabeça
  • dor muscular
  • dor nas articulações
  • náusea
  • e diarreia

Como evitar a proliferação do vírus

Para a prevenção, as autoridades e o Dr. Drauzio recomendam evitar áreas com alta densidade de mosquitos e o uso rigoroso de repelentes e roupas que cubram a pele exposta.

A limpeza doméstica ganha um novo foco: além de evitar água parada, é fundamental remover folhas e frutos que caem no solo para eliminar possíveis criadouros em matéria orgânica.

O uso de telas de malha fina em portas e janelas é outra medida essencial, dado o tamanho extremamente reduzido do maruim em comparação a outros mosquitos comuns.

Qual a principal recomendação médica para quem contrai Oropouche?

Como não há um remédio específico para o vírus, a recomendação do Dr. Drauzio Varella e do Ministério da Saúde é o repouso absoluto, hidratação e o controle dos sintomas (dores e febre) sob supervisão médica.