Uma falha técnica involuntária causou o apagão aéreo no último sábado, que deixou "às escuras" os aviões que sobrevoavam a Amazônia. Nesta segunda-feira (23), o diretor do Cindacta-4, em Manaus, coronel Eduardo Carcavalo, afirmou que as investigações sobre a pane que interrompeu o controle aéreo por radares indicam que tenha ocorrido uma falha técnica, provocada por um militar especialista durante uma inspeção de rotina. "As investigações conduzem para uma falha técnica", disse.

As primeiras investigações já indicavam que não fora sabotagem ou falha dos controladores de vôo o que causou a pane no centro de controle de tráfego aéreo de Manaus, obrigando vôos internacionais a retornarem para fora do País. A versão de sabotagem fora cogitada num primeiro momento, tanto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandara, no próprio sábado, o comandante da Aeronáutica para Manaus, para acompanhar as investigações.

Comandada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a sindicância que apura o caso levantou que a causa principal teria sido um erro de chaveamento (operação do sistema de alimentação elétrica) do técnico de eletricidade de plantão. Por conta desse erro, o sistema de alimentação de energia externa foi cortado e, com isso, os dois geradores de emergência também não puderam funcionar, provocando o mais novo apagão do setor aéreo brasileiro. Segundo a FAB, os controladores agiram com profissionalismo e de forma exemplar, ajudando no retorno do sistema à normalidade.