O governo começou nesta segunda-feira (17) a pagar a extensão do programa Bolsa Família para jovens de 16 e 17 anos. Um total de 1,13 milhão de famílias receberá mais 30 reais por filho nessa faixa etária que esteja matriculado na escola, o que elevará o repasse mensal do projeto em R$ 34,7 milhões. A medida tem a intenção de tentar controlar o abandono escolar acima dos 15 anos, idade em que o Bolsa Família terminava.

"Verificamos que há um aumento do abandono e da inserção precária no mercado de trabalho em torno dos 15 anos, quando o Bolsa Família termina, sem que os jovens tenham completado ao menos o ensino fundamental", disse a secretária de Renda e Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rosani Cunha.

A decisão de incluir os jovens foi debatida em 2007 e implementada por meio de uma medida provisória (MP) publicada no fim do ano passado. No entanto, apenas agora o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome conseguiu terminar o levantamento cadastral e descobrir quais famílias têm jovens nessa faixa etária e quais deles estudam.

Ao contrário das famílias com crianças de 0 a 15 anos, que passam a receber o benefício mesmo antes de comprovar a matrícula, no caso dos jovens, o Ministério do Desenvolvimento Social, primeiro, verificou a existência do registro para depois incluí-los no pagamento. A remuneração será de 30 reais por adolescente, mas, no máximo, dois por família. Esse dinheiro será somado ao que a família recebe pelas crianças menores – para as mais pobres, um valor básico de 58 reais mais 18 reais por filho, com um máximo de três -, elevando a importância máxima a ser recebida dos atuais 112 para 172 reais por mês. No entanto, do 1,13 milhão de famílias que têm adolescentes, apenas 30 mil têm dois dentro da faixa prevista e que freqüentam colégio.