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Brasil

Exército volta a ocupar favela carioca

  • Por Redação O Estado Do Paraná

 Foto: Wilton Junior/Agência Estado

Para os militares, invasão de favelas também serviu de treinamento para a corporação.

Menos de uma semana depois da retirada das tropas do Exército das ruas, os militares voltaram ontem a ocupar uma favela carioca. Segundo o coronel Fernando Lemos, da assessoria de imprensa do Comando Militar do Leste (CML), cerca de 150 homens do 1.º Batalhão de Polícia do Exército realizaram uma operação na Favela do Dique, zona norte da cidade. Segundo o Exército, a operação é para cumprir mandados de busca e apreensão. Mas o Ministério Público Militar confirma que foi solicitado um pedido de prisão temporária de um terceiro suspeito na Favela do Dique.

Apesar dos dez fuzis e uma pistola terem sido recuperados, o Exército ainda investiga o roubo, acontecido no dia 3. Dois ex-militares já foram presos, suspeitos de participarem da ação criminosa. Cinco moradores da Favela de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, também estão sendo investigados pelo inquérito policial militar.

O Ministério Público Militar deve oferecer, até o final desta semana, denúncia contra os dois ex-militares acusados de roubarem as 11 armas. Segundo o Ministério Público Militar, já há elementos suficientes para abrir o processo na Justiça, como as confissões do ex-cabo Joelson Basílio da Silva e do ex-soldado Carlos Leandro de Souza, que impressões digitais no local do crime com imagens da ação criminosa. Os dois foram presos na terça-feira passada, em cumprimento de mandados de prisão temporária de cinco dias expedidos pela Justiça. Os dois mandados já foram prorrogados por mais cinco dias. Com o oferecimento da denúncia, o Ministério Público Militar poderá solicitar a prisão preventiva, mantendo os dois suspeitos detidos até o final das investigações.

O Ministério Público Militar também informou que a Justiça já autorizou a quebra do sigilo telefônico dos 15 soldados que estavam de plantão no Estabelecimento Central de Transporte do Exército (ECT) no dia do roubo. Pelo menos um deles pode ter participado da ação criminosa, em que homens armados renderam e agrediram os sentinelas, invadiram o quartel e roubaram dez fuzis e uma pistola.

O Exército considera positivo o saldo de sua atuação no Rio de Janeiro, nas últimas duas semanas, quando ocupou várias favelas em busca de armas que haviam sido roubadas, no início do mês, de uma de suas unidades na cidade. A avaliação foi feita ontem pelo assessor de imprensa do Comando Militar do Leste, coronel Fernando Lemos. Segundo ele, a instituição saiu fortalecida do episódio. Ao fazer um balanço das ações do Exército na operação, Lemos afirmou que, mesmo que as armas não tivessem sido recuperadas, já haveria um ganho para a instituição, pois os militares estiveram em treinamento com um bom desempenho. ?Durante duas semanas, conseguimos coisas espetaculares. Quando a tropa sai para a rua, os militares estão melhorando a sua operacionalidade: são os coronéis, os majores, os capitães, os tenentes, os sargentos, os soldados?, explicou o coronel.

Tiroteio e mortes

A guerra entre traficantes de duas favelas de Imbariê, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, deixou oito mortos na madrugada de ontem. Pelo menos um deles era menor. Os confrontos se estenderam pela madrugada com a chegada da Polícia Militar. Os traficantes da favela Mariante, ligados ao Comando Vermelho, tentaram tomar pontos-de-venda de drogas da Santa Lúcia, controlados pela facção Terceiro Comando Puro. A Polícia Militar foi chamada e uma equipe ficou encurralada na Rua Getúlio Cabral informou o delegado. Houve troca de tiros entre policiais do Grupamento Especial Tático-Móvel (Getam) e traficantes da favela Rodrigues Alves, vizinha à Santa Lúcia. A polícia apreendeu duas escopetas, três pistolas, dois revólveres e uma granada de efeito moral, além de maconha. 

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