Ex-presidente diz à CPI que Infraero é um livro aberto

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, o ex-presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro Eduardo Pettengill, afirmou que a empresa "é um livro aberto" e não uma "caixa-preta" como afirmou o procurador Lucas Furtado, do Tribunal de Contas da União (TCU), em depoimento à CPI do Senado, no último dia 30. Pettengill presidiu a Infraero entre abril de 1998 e abril de 2000.

Ele aproveitou o depoimento para criticar a lei de licitações. "A lei de licitações não impede o ladrão de roubar, mas impede o honesto de trabalhar", afirmou o brigadeiro, que foi condenado pelo TCU a pagar multa por irregularidades nas obras do Aeroporto de Salvador. Pettengill informou que está recorrendo da decisão.

Mais cedo, pela manhã, o atual presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse, também em depoimento à CPI, que a divisão dos recursos arrecadados pela Infraero, em obras de infra-estrutura dos aeroportos e de melhoria nos terminais, é equilibrada. Segundo ele, no ano passado o investimento total da Infraero foi de R$ 889 milhões, dos quais 48% foram gastos em sistemas como a ampliação de pistas e 52% dos recursos foram usados nas áreas dos terminais. "Há uma divisão bem razoável. Na verdade o que há é falta de avião no País. Estão faltando entre 70 e 80 aviões da categoria Boeing", afirmou.

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