Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura reuniram-se em Brasília, com alguns dos integrantes da missão européia que chegou ao Brasil no começo do mês. No encontro, os europeus pediram esclarecimentos sobre questões técnicas que são de responsabilidade do ministério. Uma das indagações foi sobre os critérios para emissão dos certificados que permitem a exportação de carnes.

A reunião final acontecerá a partir das 10 horas de segunda-feira, no ministério. Nos últimos 15 dias, os europeus avaliaram a situação dos frigoríficos, o sistema de controle do trânsito de animais nas fronteiras do País e o modelo brasileiro de rastreabilidade de bovinos. O sistema de rastreabilidade permite a identificação dos animais e, conseqüentemente, do produto final, explicou o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. "Com a rastreabilidade, é possível saber como e onde foram criados os animais, incluindo informações sobre o sistema de manejo a que foram submetidos", completou.

Desde o começo do mês, nove técnicos da UE dividiram-se em três grupos e visitaram os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Após a reunião final, o grupo voltará para Bruxelas para elaborar um relatório que trará as impressões da visita. A expectativa do governo brasileiro é que a UE volte a importar carne bovina fornecida por São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. O comércio está suspenso desde outubro de 2005, quando foram diagnosticados casos de febre aftosa nos rebanhos do Mato Grosso do Sul e do Paraná.

A UE é o principal mercado para a carne brasileira. Em 2006, o País exportou 224 mil toneladas de produto in natura para o bloco, vendas que renderam US$ 1 bilhão e, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o mercado europeu respondeu por 33% da receita de exportações brasileiras desse tipo de carne.