Estudantes da PUC-SP decidiram, em assembleia na noite hoje, suspender a greve na universidade. A paralisação foi iniciada no dia 13 de novembro depois da posse da reitora Anna Cintra, terceira colocada nas eleições.

Segundo a integrante da comissão de greve dos estudantes Anna Coelho, cerca de 60 estudantes decidiram interromper a paralisação até o início de 2013. “Assim como os professores, decidimos esperar o fim do recesso para nos reunir no início do ano letivo de 2013 e decidir o nosso futuro”, disse.

Coelho disse à reportagem que o indicativo atual sugere que a greve seja retomada no início do próximo ano.

Os alunos questionam a nomeação da professora de letras Anna Maria Marques Cintra, 73, para o cargo de reitora da universidade.
Cintra ficou em terceiro lugar na votação entre estudantes, funcionários e professores. Mesmo perdendo, ela foi nomeada pelo cardeal Dom Odilo Scherer, grão-chanceler da instituição e presidente do Conselho Superior da Fundação São Paulo, órgão que administra a instituição.

A eleição, realizada em agosto, foi vencida por Dirceu de Mello, atual reitor da universidade. “A nomeação de Cintra é um desrespeito à tradição democrática da PUC”, diz o estudante Stefano Wrobleski, 22, membro do centro acadêmico do curso de jornalismo.
Segundo os estudantes, desde 1980 todos os vencedores das eleições para reitor assumiram efetivamente o cargo.

Apoio

A Fundação São Paulo divulgou em seu site uma carta demonstrando apoio a escolha de dom Odilo assinada pelo cardeal Paulo Evaristo Arns, grão-chanceler da universidade quando o processo eleitoral para reitor foi implementado em 1980.
“Ao seguir, com espanto, os acontecimentos em nossa tão respeita PUC-SP, devo concluir para o benefício de todos: a Democracia foi respeitada, pois o cardeal dom Odilo Scherer escolheu um dos três professores da lista tríplice”, afirmou dom Paulo Evaristo Arns no documento.

Colaborou Andressa Taffarel