Estudantes classificam suspensão como ‘manobra’ de Alckmin

Os estudantes da Escola Fernão Dias Paes, em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, classificaram a suspensão da reorganização escolar como uma “manobra” do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para “enfraquecer” o movimento de ocupar unidades de ensino. Eles vão continuar no local até que a medida seja revogada pelo tucano e pretendem continuar se manifestando.

De acordo com a estudante Mariah Alessandra, de 18 anos, porta-voz do movimento horizontal da escola que virou símbolo das reivindicações dos secundaristas, o grupo deve definir em assembleias os próximos passos das manifestações pelo fim do fechamento de escolas.

“É uma manobra (do Estado) para enfraquecer o movimento. A gente não vai recuar enquanto não for revogado. Tudo vai continuar”, disse a estudante.

De acordo com ela, o entendimento dos estudantes é de participar dos diálogos nas audiências públicas promovidas pelo Palácio dos Bandeirantes entre os alunos, professores, entidades de classe, a Secretaria de Estado da Educação (SEE), o Ministério Público Estadual (MPE) e a população.

Os jovens aguardam o retorno dos manifestantes que foram reprimidos pela Polícia Militar na manhã desta sexta-feira, 4, na Avenida Paulista e na região central.

Algumas pessoas estiveram no local para mostrar apoio ao grupo. A professora universitária Regina Obata, de 24 anos, concorda com o posicionamento dos jovens em não recuar.

“Não se quer uma suspensão porque podem voltar atrás a qualquer hora. Revogar é preciso e é o que os alunos precisam”, afirmou. Ela criticou a forma como a reorganização foi imposta. “Há um problema grave na fundamentação apresentada porque não tem uma sustentação firme”, disse.

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