Rio – O estudante de biblioteconomia Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 31 anos, preso em São Paulo na sexta-feira, por ter vendido um livro raro roubado do Museu Nacional, pode ter atuado em outros lugares. A direção do Museu da Cidade, na Gávea, zona sul do Rio, informou ontem que dez fotos de Ipanema, Leblon e Lagoa, no século XVIII, sumiram. Segundo a diretora da instituição, Mônica da Costa, o estudante esteve várias vezes no local há três anos. O Museu Nacional também revelou ontem que, além do roubo de 13 in-fólios (livros grande e pesados, com mais de 36 cm) e da retirada de páginas de outros 11 exemplares do acervo de obras raras, descoberto há duas semanas, pelo menos mais três livros tiveram suas folhas arrancadas. Foram os de Johann Moritz Rugendas (Paris, 1835), no qual o autor relata viagens pelo Brasil, e de Jean Baptiste Audebert, que fez um estudo em 1800 sobre macacos.