Estudante faz greve de fome em universidade do Rio

Há cinco dias, o estudante de Agronomia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) Luiz Alberto Araújo da Silva, 20 anos, ingere apenas água e soro caseiro. Na segunda-feira, 7, ele iniciou uma greve de fome por melhores condições para os alunos carentes na universidade e está na frente do gabinete da Reitoria. Cerca de 2 mil alunos estão em greve desde 17 de março.

Silva morava no Complexo da Maré (zona norte do Rio) e se mudou para Campos dos Goytacazes quando ingressou na Uenf por meio de cota para estudantes negros. Ele disse ao site regional Campos 24 Horas que manterá a greve de fome até que o reitor Silvério de Paiva Freitas converse com os alunos grevistas. “Estamos mobilizados cobrando inúmeras coisas, entre as quais o aumento das bolsas de assistência estudantil, fundamentais para permanência do estudantes carentes na universidade. A bolsa de assistência de R$ 300,00 é inviável. Com a greve de fome, tento sensibilizar o governo do Estado e a reitoria para as nossas reivindicações. A Uenf não pode ser só para quem tem condições financeiras. Vamos até as últimas consequências”, disse Silva ao portal.

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