Brasília
– Mesmo diante da disposição do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, em receber Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, as autoridades federais irão fazer uma avaliação rigorosa da proposta. O motivo é que o Estado hoje é considerado uma filial dos negócios ilegais do traficante. Tanto em Vitória como no interior capixaba, Beira-Mar montou diversos esquemas para lavar o dinheiro do narcotráfico. Em Guarapari, por exemplo, ele chegou tem uma construtora especializada em edifícios de luxo.Apesar de a Justiça ter bloqueado alguns bens de Beira-Mar, as investigações indicam que ele tem uma extensa rede de “laranjas”, movimentando inclusive dinheiro em diversas agências bancárias, principalmente do interior. O traficante, conforme relatório da PF, abriu contas em bancos sem nunca ter estado no Espírito Santo. Uma delas foi na Caixa Econômica Federal, onde teve ajuda de uma funcionária. Como pagamento pelo favor, Beira-Mar presenteou o marido da bancária com a parte da construtora.
Por meio destas contas Beira-Mar movimentou dinheiro do narcotráfico vindo de Minas Gerais e Rio, suas principais bases de atuação.
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