Brasília – Após novas escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça, gravações revelaram que o ministro Paulo Medina, afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), pode estar envolvido em outros casos de venda de sentenças. As investigações mostram que além de suposto favorecimento à máfia dos caça-níqueis, o ministro e o irmão dele, o advogado Virgílio Medina, teriam negociado outras decisões judiciais.

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Em um dos casos, eles teriam ajudado um grande banco, que respondia a uma ação no STJ. Segundo a polícia, antes do julgamento, o ministro Medina se reunia com o irmão, que prestou depoimento ontem, e os advogados da instituição financeira. Virgílio teria ido pessoalmente a Brasília para tratar do caso. Em uma conversa gravada, ele combina a viagem com o advogado que defendia o banco. No julgamento, o ministro Paulo Medina decidiu a favor da empresa.

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