O escândalo de fraude envolvendo licitações da Petrobras, investigado pela Polícia Federal na Operação Águas Profundas, criou uma saia-justa internacional. Isso porque a estatal integra, a convite da ONU, o conselho executivo do Pacto Global das Nações Unidas – iniciativa que convoca empresas do mundo todo a lutar contra a corrupção ?em todas as formas?, entre outras bandeiras que defende.

continua após a publicidade

A Polícia Federal acredita que a quadrilha desbaratada anteontem seja a ponta de um esquema ainda maior na Petrobras e, apesar de a estatal ter afastado os funcionários diretamente envolvidos no escândalo, os problemas não deixam de ser notados na ONU pelos funcionários do Pacto Global.

A iniciativa foi criada em 2000 para convencer multinacionais de todo o mundo a seguirem os princípios de responsabilidade social. Hoje, 4 mil empresas fazem parte do programa – a ONU espera que elas criem programas de combate à corrupção e, de alguma forma, tornem-se um exemplo.

Por sua posição de destaque internacional, a Petrobras foi convidada a ingressar no conselho executivo do Pacto Global. É a única empresa latino-americana nessa posição. Na semana passada, em Genebra, o Pacto Global deixou claro que cerca de 500 empresas foram excluídas da iniciativa, em 2006, por não cumprirem os princípios estabelecidos.

continua após a publicidade

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo