São Paulo

– O engenheiro Manfred Von Richtofen, morto pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos com a ajuda da própria filha, Suzane Von Richtofen, pensava em deixar o Brasil por causa da violência. A revelação foi feita na madrugada de ontem por um colega de Manfred, o engenheiro Walter Nimir. Segundo Nimir, Von Richtofen lhe disse, em um encontro na Universidade de São Carlos, no interior do Estado, que poderia ir morar na Alemanha, assim que Suzane terminasse o curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Nimir contou que, na conversa que teve com Richtofen, ele lhe contou que estava preocupado com o namoro de Suzane e Daniel.

A oposição do engenheiro e sua mulher, Marisia, ao relacionamento, foi a razão do crime. “Ele disse que talvez o rapaz não fosse próprio para a menina e ela não fosse própria para ele”, lembrou Nimir. Manfred e Marisia foram espancados e estrangulados no dia 31 de outubro, em seu quarto, pelos dois irmãos, que tiveram a entrada na casa da família Von Richtofen, no Brooklin, facilitada por Suzane.