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Enfermeiro é denunciado à Justiça por torturar e matar criança

Entre os atos, estava deixar o menino de 4 anos ajoelhado no milho

Um enfermeiro foi denunciado à Justiça por torturar até a morte um menino de 4 anos e depois esconder seu corpo. O Ministério Público Estadual (MPE) se baseou no depoimento do namorado do acusado, um estudante de Engenharia do Mackenzie, que também é alvo da denúncia, mas apenas pelo crime de omissão e tortura.

O enfermeiro atuava no Serviço Ambulatorial Móvel de Urgência (Samu) e está preso preventivamente, segundo o promotor da 5.ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, Ricardo Zagallo, autor da denúncia. O namorado aguarda o processo em liberdade. “Ainda tenho esperança que o corpo da criança seja encontrado”, diz Zagallo.

Luiz Guilherme Silva de Campos estava sob a guarda do enfermeiro porque a mãe, que já tinha outros três filhos, não tinha condições de criá-lo. No entanto, segundo a denúncia, o suspeito “começou a apresentar traços de personalidade violenta e extremamente agressiva”.

Entre as violências estariam sessões de tortura como obrigar a criança a se ajoelhar sobre feijões ou passar por mais de quatro horas parada em uma cadeira. Vizinhos relataram também ouvir choros durante a madrugada com frequência.

O ápice das agressões teria sido no dia 15 de outubro, quando a Promotoria acredita que Luiz Guilherme morreu. O acusado diz que entregou nessa data o menino para o pai biológico. O namorado contou que o enfermeiro bateu no garoto no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, quando eles iam a um terreno de candomblé, porque Luiz Guilherme não andou rápido. No dia seguinte, o acusado teria agredido a vítima com um fio de um ferro de passar, por não ter recolhido as fezes dos cachorros.

Após uma terceiro dia de torturas, o menino passou mal e, ainda segundo as investigações, vomitou na cama do enfermeiro. Isso, de acordo com o promotor, deixou o acusado ainda mais furioso, que “passou a apertar o pescoço de Luiz Guilherme até que ele desfalecesse”. A reportagem tentou localizar os advogados dos acusados, mas não conseguiu contato até o final da noite de ontem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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