Empresas suspeitas abrem documentos no caso Renan Calheiros

Não apenas os órgãos do Estado e as pessoas físicas, mas também as empresas suspeitas de serem fantasmas encaminharam os documentos solicitados pelo Conselho de Ética para dar prosseguimento ao processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador é suspeito de ter quebrado o decoro parlamentar ao aceitar a ajuda de um lobista da empreiteira Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, para pagar despesas pessoais da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos.

O presidente do colegiado, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que toda a documentação já foi enviada aos peritos do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, encarregados de aprofundar o laudo sobre operações da venda de gado que, segundo Calheiros, teriam lhe propiciado o rendimento de R$ 1,9 milhão em quatro anos.

"Até as empresas fantasmas, a Carnal e a GF, mandaram os documentos", disse Quintanilha. Segundo ele, os técnicos do Senado que foram atrás dessas empresas, voltaram de Alagoas dizendo que não tinham conseguido encontrá-las. "E eis que ontem chegou uma correspondência assinada pelos ex-contadores das duas dizendo que tiveram negócios com Renan", informou. "Está tudo certo, os documentos estão chegando no prazo esperado e é tudo uma colaboração, poderiam nem ajudar, mas estão colaborando.

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