Brasília – O setor do transporte de carga quer que o governo federal agilize as negociações com os auditores fiscais, em greve há 18 dias . Segundo o vice-presidente para Assuntos Internacionais da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (ANTC), Ademir Pozzani, os prejuízos para as empresas de transporte rodoviário que transitam na fronteira do Brasil com os países do Mercosul já atingem US$ 3 milhões. Pozzani concedeu entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
O valor corresponde à manutenção dos veículos parados nas aduanas da fronteira do Brasil com o Paraguai, Uruguai, Argentina. Pozzani afirmou que 9 mil caminhões estão parados, nos 14 pontos de fronteiras. ?Esses caminhões, como transportam produtos para países como o Chile, Peru, Paraguai, Uruguai, Argentina, levam produtos de alto valor agregado. São eletroeletrônicos da linha branca e isso está ocasionando uma parada nas linhas de produção de diversas plantas entre os dois países principais que são Argentina e Brasil?, explicou.
Para Pozzani, caminhões parados sem poder transportar carga pode ter como conseqüência a redução na produção industrial. ?Nossa economia está perdendo quase 100 vez mais o valor da carga. A nossa preocupação é com a nossa economia que ia muito bem. Enquanto o mundo todo está atirando pedra no acelerador, nós estamos a todo a vapor com nossas indústrias, com capacidade instalada funcionando a 100 %. Esse problema [a greve] pode comprometer o nosso crescimento desse ano?.
Os auditores fiscais atuam em portos, aeroportos e nos pontos de fronteira. Eles fiscalizam bagagens pessoais e carga que passam pelos dos aeroportos, contêineres que chegam a portos e caminhões que transportam mercadorias. ?É uma classe muito importante para a economia do país, porque é a que trata de aplicar o código tributário?, observou o vice-presidente da ANTC.
Esse é o terceiro ano consecutivo que a categoria paralisa as atividades para pedir reajuste a a aprovação de um plano de carreira. ?O que a ANTC pede é que as duas partes resolvam o problema que não é só nosso e, sim, da economia do país?, reivindicou.


