Mesmo com o avanço dos trabalhos no fim de semana, em que as escavações prosseguiram no sábado e no domingo, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros ainda não têm previsão de quando poderão ter acesso aos corpos dos dois trabalhadores que foram soterrados há uma semana na Pedreira Santa Teresa, localizada na Área Continental de Santos (SP).

A encosta da mineração de granito deslizou, arrastando os operários, que trabalhavam em seus caminhões. Outros dois trabalhadores, que estavam próximos da avalanche, conseguiram se salvar. Até hoje, três grandes rochas foram implodidas, uma delas com mais de 300 toneladas, abrindo uma clareira que, possivelmente, dará acesso ao local onde os trabalhadores ficaram soterrados.

Agora, até as famílias consideram difícil a possibilidade de reencontrá-los com vida. Mas fazem questão de que os corpos sejam localizados, o mais rápido possível. Nos últimos dias, os cães farejadores da Polícia Militar (PM) restringiram o perímetro de buscas para 150 metros quadrados, facilitando o trabalho dos bombeiros que, após cada implosão de pedras, iniciam imediatamente a retirada do entulho e uma varredura no local.

Segundo informou o chefe da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa, o monitoramento do trabalho é necessário, diante dos riscos das buscas. “A detonação das rochas é filmada com uma câmera fixa e, em seguida, analisada pelos técnicos, que dão o aval para a remoção do entulho”, explica. Ele disse que ainda está sendo estudada a remoção de um maciço de aproximadamente 500 toneladas, que vai facilitar ainda mais o acesso aos corpos. “Acredito que dentro de dois dias no máximo estaremos eliminando esta rocha, o que vai minimizar os riscos para as equipes de resgate”, assinalou.