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Em seu 1º ato público, Doria vai à periferia de São Paulo com prefeito Covas

  • Por Estadão Conteúdo

Depois de o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), faltar à sua cerimônia de posse, o governador do Estado, João Doria (PSDB), fez na tarde desta quarta-feira, 2, sua primeira agenda pública participando de um ato para marcar a conclusão das obras do Hospital Municipal de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, ao lado do correligionário. No evento, que teve tons de campanha eleitoral, Doria procurou desfazer a impressão de afastamento do prefeito, seu antigo vice.

“Quero deixar muito claro para vocês e os jornalistas que estão gentilmente acompanhando a entrega desta obra, aqui é indissolúvel. Bruno e João, João e Bruno. Juntos, sempre, prefeito e governador”, disse Doria, erguendo a mão de Covas, no saguão do hospital.

Embora as obras do hospital tenham sido concluídas, a unidade médica só deve estar em operação completa no fim do ano que vem. Doria anunciou que faria uma “parceria” com a Prefeitura para administrar a unidade, que já tem a gestão concedida a uma organização social de saúde. Ele disse que essa parceria envolveria a transferência de recursos, mas não citou valores.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo publicou na última segunda-feira, 31, Covas vem, aos poucos e de forma discreta, descontinuando os programas tocados por Doria durante sua passagem pela Prefeitura, como o programa Cidade Linda.

Doria, entretanto, disse a jornalistas que só responderia a perguntas sobre a área de saúde e não respondeu sobre as ausências durante sua cerimônia de posse. Além de Covas, ele também foi questionado sobre a falta do secretário da Casa Civil, Gilberto Kassab (PSD), alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada dias depois de sua indicação ao cargo.

Em seus discursos, ambos destacaram que Prefeitura e Estado estão presentes na periferia da cidade, “lugar mais carente”, segundo Covas, e que governavam para todos. Covas ainda afirmou que, quando ambos assumiram o mandato de Doria na Prefeitura, em 2016, as obras daquele centro médico estavam paradas. “A pior obra é a obra parada”, disse Covas. “Não importa quem começou, mas vamos terminar”, continuou, sem fazer nenhuma citação ao ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que iniciou as obras.

No palanque, o vereador Milton Leite (DEM), que trouxe um grupo de apoiadores políticos, anunciou recursos de emendas dele e de seu filho, o deputado estadual Alexandre Leite (DEM), para o hospital. Somadas, as emendas seriam de R$ 3 milhões. Quando o valor foi dito, o grupo de apoiadores passou a gritar o nome do vereador, que ocupou até a última segunda-feira a presidência da Câmara Municipal da capital.

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