Carla Cepollina insinuou que o assassinato do coronel Ubiratan possa ter sido executado por um policial militar que assessorava o então deputado estadual candidato à reeleição em 2006.

O policial em questão era o chefe de campanha de Ubiratan, o coronel da reserva Gerson Vitória.

A acusada deu três razões que, segundo ela, indicam a participação do subordinado no crime.

Segundo Carla, Ubiratan havia dado um tapa no rosto de Vitória dias antes de morrer. Em depoimento durante o processo, o subordinado falou que tivera uma discussão com Ubiratan e que decidira se afastar da campanha em razão disso.

Gerson Vitória morreu cerca de um mês atrás, de câncer e era o melhor amigo do coronel, segundo um familiar de Ubiratan. Esse mesmo familiar, que pediu anonimato à reportagem, disse não acreditar nessa versão.

Ubiratan, diz Carla, suspeitava de desvio de dinheiro de sua campanha; a acusada novamente insinuou que Vitória poderia estar por trás disso.

O tiro que atingiu Ubiratan foi certeiro, no peito, “de profissional”, atingindo órgãos vitais e causando perda de sangue.

O julgamento continuará amanhã, com debate entre defesa e acusação. Em seguida os jurados se reúnem para decidir se ela é culpada ou inocente. Por fim, o juiz estabelece a sentença.

Para o juiz aposentado Luiz Flávio Gomes, a pena ficará entre 12 e 30 anos se Carla for condenada por homicídio triplamente qualificado. Há a possibilidade ainda, diz o juiz, de que ela seja absolvida por não haver prova direta – isto é, não há como comprovar que ela tenha cometido o crime.