No centro da polêmica, a empresa Uber fornece corridas de graça para seus usuários, na cidade de São Paulo, na tarde desta quarta-feira, 9. O movimento é uma reação aos taxistas, que vieram de várias cidades do País para pressionar a Câmara Municipal de São Paulo a aprovar o projeto de lei 349/2015, que proíbe aplicativos como o Uber. O PL é de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB) e será votado nesta tarde.

“A inovação faz parte da cidade e a mobilidade é uma questão de grande importância. Todo dia, milhares de pessoas cruzam a cidade para trabalhar, fechar negócios, estudar e muito mais. Desde que o Uber chegou na cidade, as pessoas têm mais um modo de andar pelas ruas de São Paulo e nós sabemos que eles não querem parar. Elas querem escolher”, explica a empresa em seu site. A promoção inclui duas viagens gratuitas de até R$ 50, entre 13 horas e 16 horas, para corridas começadas e terminadas na cidade de São Paulo.

Rodízio

Adilson Amadeu se envolveu em uma polêmica no ano passado, quando a Câmara aprovou o fim do rodízio de veículos na capital, em uma votação simbólica que durou 50 segundos. “São Paulo tem 7,3 milhões de veículos, dos quais 2,3 milhões não pagam nada. O governo tem de tirar esse montante da rua, que é o fluxo excluído pela restrição todos os dias”, argumentou o vereador à época. O prefeito Fernando Haddad (PT) vetou a proposta.