A gestão Fernando Haddad (PT) vai perder quatro secretários municipais de uma só vez. Até o fim da semana, os titulares de Esportes, Celso Jatene (PR); Cultura, Nabil Bonduki (PT); Direitos Humanos, Eduardo Suplicy (PT); e Serviços, Simão Pedro (PT), deixarão o governo para disputar, em outubro, uma vaga na Câmara.

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Com essas trocas, somente oito das 27 secretarias permanecem com os mesmos comandantes desde o início do governo, em janeiro de 2013. Levantamento feito pela reportagem mostra que algumas, como Relações Governamentais e Verde, já estão no quarto chefe. Na maioria, as substituições foram resultado de rearranjos partidários para manter a base aliada de pé.

Desta vez, no entanto, as mudanças têm caráter apenas eleitoral. Abalado pela crise política, o PT busca reforços para não ver a bancada de vereadores ser reduzida em 2017. A aposta da vez é o ex-senador Eduardo Suplicy, que tentará voltar à Câmara após 28 anos – em 1988, o petista foi o candidato mais votado na capital, com 201.549 votos.

O time de petistas ainda será reforçado pelo ex-deputado estadual Simão Pedro e pelo vereador Nabil Bonduki. Já Jatene sairá candidato por novo partido. O secretário de Esportes trocou o PTB pelo PR.

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PMDB

Ainda há a expectativa de que a secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, deixe o PMDB nesta semana para se filiar ao PR ou ao PDT. A decisão será tomada em conjunto com Gabriel Chalita, que tenta encaixar-se em um partido da base para ser vice de Haddad na chapa de reeleição.

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Apesar da saída do PMDB do governo da presidente Dilma Rousseff, em São Paulo não há sinais de mobilização semelhante. Anteontem, Haddad reafirmou a parceria. “Entendo que estamos conseguindo manter uma relação proveitosa.”

Em fim de mandato, o prefeito deve nomear pessoas que já atuam na Prefeitura. No lugar de Bonduki, por exemplo, assume a secretário adjunta, Maria do Rosário Ramalho. O mesmo deve ocorrer nas outras pastas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.