Após registrar forte alta ontem, o dólar voltou a cair nesta quarta-feira (29) em relação em real. A moeda norte-americana cedeu 1,85%, para R$ 1 966, em ambos os mercados (dólar comercial, no mercado interbancário, o dólar negociado à vista no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Depois da forte realização de lucros que derrubou as bolsas de Nova York, ontem, os mercados de ações voltaram a subir desde a abertura de hoje e ampliaram os ganhos à tarde, com recuperação técnica e investidores mostrando disposição para caça às pechinchas. A Bovespa pegou carona e renovou as máximas várias vezes durante a tarde, sendo que, por volta das 17h30, subia 2 25%. Por tabela, o dólar ampliou as perdas exibidas.

Segundo um operador, o mercado dá sinais de recuperação parcial da confiança após a forte liquidação de ontem, que derrubou as Bolsas em Nova York e em São Paulo.

Sem indicadores de peso nos EUA hoje, os investidores ainda estão preocupados em relação ao mercado de crédito. Há grande expectativa sobre o dado semanal de pedidos de auxílio-desemprego e a primeira revisão do PIB do segundo trimestre, que saem amanhã.

Mais cedo, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulgou uma carta do presidente da instituição, Ben Bernanke, ao senador Charles Schumer, datada de 27 de agosto, na qual Bernanke afirma que a autoridade monetária está "preparada para agir conforme o necessário" se os mercados prejudicarem a economia. Bernanke também disse que o Fed está monitorando de perto os mercados financeiros e que as agências patrocinadas pelo governo devem ajudar os devedores de hipotecas de alto risco, se possível.