O Ministério da Saúde informou hoje que a distribuição gratuita de remédios contra a hipertensão aumentou 61% e para o tratamento de diabetes subiu 50%, entre os dias 14 de fevereiro a 14 de março deste ano, no âmbito do programa Saúde Não Tem Preço, em comparação com o mês anterior.

O programa, que é uma das primeiras ações na área da saúde do governo Dilma dentro do já existente Farmácia Popular, subsidia 100% do valor desses remédios. “Os dados mostram que estava correta a estratégia de levar a gratuidade a essas duas doenças”, afirmou hoje o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em conversa com jornalistas após discurso no seminário “Perspectivas do Setor de Saúde no Brasil”, em São Paulo.

Padilha disse que a escolha pela gratuidade dos medicamentos contra hipertensão e diabetes se deu em razão da elevada mortalidade e do impacto que essas patologias têm no sistema público de saúde. “Isso garante cuidado permanente fora do hospital e reduz a necessidade de internação e de serviços de urgência e emergência”, afirmou. Além disso, citou que essas doenças representam a maior parte da demanda do Farmácia Popular.

O balanço realizado pelo Ministério da Saúde indica que de 14 de fevereiro a 14 de março foram distribuídos 2,6 milhões de medicamentos, contra 1,8 milhão no período anterior. “O Saúde Não Tem Preço não ampliou só o acesso a medicamentos contra hipertensão e diabetes, que são gratuitos, mas também a medicamentos de outras patologias, o que mostra o sucesso rápido do programa”.

Já o Farmácia Popular – que distribui medicamentos com até 90% de subsídio – apresentou crescimento de 45% no período de 14 de fevereiro a 14 de março de 2011. Os medicamentos são distribuídos em mais de 15 mil farmácias credenciadas pelo governo. “Existem mais pontos de distribuição do programa que agências do Banco do Brasil, da Caixa e dos Correios juntos”, disse o ministro.