Brasília – A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, afirmou que não quis ludibriar a desembargadora quando entregou a documentação que não estava regulamentada, e apressar a liberação da pista de Congonhas, em fevereiro deste ano.

Ela informou que já instaurou sindicância para apurar de quem foi a responsabilidade de publicar no site da agência a Instrução de Trabalho-Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica (Is-Rbha) 121-189, sobre pouso em Congonhas com a pista escorregadia, sem que estivesse regulamentada.

A medida, acabou servido de base para a desembargadora Cecília Marcondes liberar a pista de Congonhas em fevereiro deste ano.

Segundo a diretora, a norma era um estudo interno, estava em análise e só foi encaminhada à desembargadora porque ela pediu todas as informações disponíveis sobre tipos de aviões e as distâncias necessárias para o pouso com margem de segurança para cada uma delas.

Ela disse que o documento serviria apenas de subsídio para a desembargadora se posicionar sobre a abertura da pista de Congonhas.

Sobre a possível interpretação de que a magistrada estivesse errada na interpretação dos documentos, Denise disse que não concorda. ?Discordo totalmente de quem imagina que ela não está sendo correta. Não sei como ela está sendo perguntada sobre o assunto. Tudo depende do contexto. Sei da competência e da dignidade do trabalho dela?.

Denise disse que pretende conversar pessoalmente com Cecília Marcondes para dar as mesmas explicações que tem dado aos parlamentares das duas CPIs sobre a documentação.

Os parlamentares decidiram suspender os dois depoimentos que ouviriam à tarde, para continuar interrogando a diretora da Anac. cancelou todos os depoimentos da tarde para continuar ouvindo a Denise. Esdras Barros, coordenador de Prevenção e Emergência da Infraero, e Agnaldo Lima Esteves, profissional de serviço aeroportuário da Infraero, ainda não têm data para serem ouvidos.