Rio

– O diretor do Instituto Penal Esmeraldino Bandeira, que faz parte do complexo penitenciário de Bangu, Paulo Roberto Rocha, disse ontem que o fato de ter sido vítima de um possível atentado quando saía de casa pela manhã, na Vila Aliança, Zona Oeste, pode estar relacionado com a morte de seu irmão, um policial militar, há três meses. “Meu irmão e eu não concordamos com as ações dos traficantes na região”, disse ele.

Paulo Roberto afirmou ter avisado às autoridades que está recebendo ameaças. “Moro há 40 anos aqui. Não posso me acovardar. Quem tem que sair são eles, não eu. Isso seria uma inversão de valores. Mas se não tiver justiça vou ter que virar bandido”, afirmou.  O secretário de Segurança Pública, Roberto Aguiar, viajou ontem para Brasília. De acordo com sua assessoria, o gabinete não recebeu qualquer pedido de segurança para o diretor do presídio Esmeraldino Bandeira, e já foi solicitado ao comandante do Batalhão de Bangu o reforço na segurança do diretor.

O secretário estadual de Justiça, Paulo Saboya, disse que foi surpreendido pela notícia de que Paulo Roberto sofre ameaças. Segundo ele, o diretor do presídio poderia ter aumentado sua própria segurança sem pedir autorização.